Ao escolher uma agência GEO, a maneira mais rápida de filtrar as candidatas não é ouvir uma apresentação mais longa. É perguntar: “Qual é a taxa de menções da minha marca no ChatGPT?” Quem não consegue responder — ou se esconde atrás de uma sequência de jargões — provavelmente nunca executou um projeto de otimização para mecanismos generativos para um cliente. Apenas reembalou o SEO com outro nome.
Este artigo reúne as 12 perguntas que você deve fazer antes de assinar o contrato. Elas estão divididas em três grupos: visibilidade e mensuração, conteúdo e execução, contrato e riscos. Cada pergunta vem acompanhada do que seria uma boa resposta. No final, você também encontra uma ficha de avaliação e um método de pontuação prontos para usar. Não é preciso dominar a tecnologia: basta perguntar para descobrir até onde vai a experiência do fornecedor.
Por que tantas agências GEO não resistem a estas perguntas?
GEO ainda é um mercado novo, com fornecedores de perfis muito diferentes. Algumas equipes trabalharam com SEO durante 10 anos, aplicaram o rótulo GEO aos métodos antigos e começaram a vender o serviço. Outras funcionam como fábricas de conteúdo: produzem um grande volume de textos com IA, mas não conseguem acompanhar se esses materiais foram encontrados e citados pelos mecanismos de IA. Os dois tipos podem apresentar propostas convincentes. O problema aparece quando você pergunta: “Como vocês comprovam o resultado?”, “Em quanto tempo veremos mudanças?” e “O que fica comigo quando o contrato terminar?”. As próximas 12 perguntas foram pensadas para expor exatamente essas fragilidades.
Grupo 1: visibilidade e mensuração
A maior armadilha do GEO é a alegação de que “não dá para medir”. No SEO tradicional, há posições no ranking e dados de tráfego. Já as respostas dos mecanismos de IA podem variar a cada consulta, e as menções nem sempre aparecem em um painel convencional. Uma agência GEO de verdade precisa ter um método para acompanhar a visibilidade da sua marca e conseguir demonstrá-la na hora.
- Quais ferramentas vocês usam para monitorar a presença da minha marca no ChatGPT, Perplexity, Google AI Overviews e Gemini? Com que frequência apresentam os resultados? — Uma boa resposta traz o nome da plataforma e a periodicidade dos relatórios, não apenas “vamos monitorar”.
- Qual é hoje a taxa de menções da minha marca nesses mecanismos? Vocês podem mostrar isso na tela? — Se conseguem consultar na hora, é sinal de que já fazem esse acompanhamento. Se não conseguem, o discurso vale pouco.
- Como vocês definem “sucesso”? Pela posição de uma palavra-chave, pelo número de citações ou pela geração de leads e de pedidos de diagnóstico ou demonstração? — Vincular o sucesso a resultados de negócio é mais confiável do que falar apenas de ranking.
- Vocês já trabalharam com empresas do mesmo setor, especialmente B2B SaaS? Podem mostrar os números de antes e depois? — Por ser uma área nova, não ter um case pode ser compreensível. Responder de forma vaga, não.
Se a agência fugir de duas destas quatro perguntas, provavelmente já pode ser eliminada da seleção. O monitoramento de visibilidade é a base do GEO. Sem ele, não há como saber se o trabalho produziu algum efeito.
Grupo 2: conteúdo e execução — quem faz, em que ritmo e o que será alterado
GEO não se resume a escrever artigos. Para aumentar a chance de citação pelos mecanismos de IA, o conteúdo precisa ser estruturado e apresentar respostas fáceis de extrair. A parte técnica do site também precisa estar alinhada, incluindo marcação schema, configuração de robots, llms.txt e links internos. Por isso, esclareça o escopo: a agência fará a implementação ou apenas entregará os textos?
- Quem escreverá o conteúdo de fato? Um editor familiarizado com o meu setor, um redator terceirizado que não conhece a área ou simplesmente uma IA? — O conhecimento de quem produz o material influencia o nível de especialização que os mecanismos de IA conseguem reconhecer.
- Quantos conteúdos serão entregues por mês? Quantos ajustes de dados estruturados serão feitos? Esses compromissos constam por escrito?
- Vocês farão alterações técnicas no meu site ou apenas escreverão e entregarão os textos? — Produzir artigos sem cuidar da implementação técnica costuma representar apenas parte do trabalho necessário.
- Como vocês monitoram o desempenho depois que o conteúdo entra no ar? Em quanto tempo esperam observar mudanças? — Uma boa resposta descreve um processo de acompanhamento; não manda o cliente consultar o ChatGPT por conta própria.

Na prática, conteúdo e tecnologia caminham juntos. Quando desenvolvemos um mecanismo de conteúdo GEO para nossos clientes, cada artigo é publicado em sintonia com o schema e a estrutura de respostas da página. Também usamos o monitoramento de visibilidade em IA para verificar se a página aparece como fonte nos mecanismos de IA. Quando uma agência trata “conteúdo” e “tecnologia” como dois trabalhos completamente separados, geralmente só consegue executar metade do que o projeto exige.
Grupo 3: contrato e riscos
GEO leva tempo e, em geral, os resultados aparecem ao longo de meses. Por isso, o prazo mínimo de permanência e as condições de saída são especialmente importantes. É muito mais fácil discutir o pior cenário antes de assinar do que procurar uma brecha no contrato depois.
- Qual é a duração do contrato? Existe um prazo mínimo de permanência? Se o trabalho não der resultado, quais são as condições de saída e os mecanismos de reembolso? — Quem confia nas próprias entregas costuma deixar as regras de saída bem claras.
- De quem são os conteúdos, os dados e o painel de monitoramento: meus ou da agência? Posso manter tudo ao encerrar o contrato? — Você precisa saber se continuará com os ativos pelos quais pagou ou se a agência os retirará no fim da parceria.
- Quem será meu contato no dia a dia? O consultor sênior acompanhará todo o processo ou, depois da assinatura, o projeto será repassado à equipe de execução? — Conhecer quem realmente operará a conta reduz muito o custo de comunicação.
- O que vocês farão se o algoritmo de um mecanismo de IA mudar e a visibilidade cair de repente? Em quanto tempo apresentarão um diagnóstico e um novo direcionamento?
O arrependimento mais comum não vem apenas de escolher a agência errada, mas de não ter feito as perguntas certas antes de assinar. Uma avaliação profissional é justa para os dois lados.— Tenten GEO consultant team
Como pontuar as respostas às 12 perguntas?
Transforme as 12 perguntas em uma tabela. Coloque cada agência que você está avaliando em uma coluna, as perguntas nas linhas e atribua a pontuação durante a reunião. Observe principalmente dois pontos. Primeiro, veja se há um desequilíbrio claro entre os três grupos: uma nota alta em visibilidade, mas baixa em contrato, por exemplo, pode indicar competência técnica sem compromissos bem definidos. Segundo, identifique perguntas ignoradas ou respondidas de forma vaga — elas costumam revelar a verdadeira deficiência daquela agência. A pontuação serve como apoio; o sinal mais importante está na disposição para responder com clareza.
Uma agência capaz de demonstrar a visibilidade na hora, registrar por escrito o volume mensal de entregas e definir condições claras de saída no contrato reúne três qualidades que raramente aparecem juntas. Quando encontrar uma assim, vale continuar a conversa.
Próximo passo
Ao usar este checklist, você perceberá rapidamente que muitas agências travam na etapa de comprovar a visibilidade. Teste as perguntas com os fornecedores que está avaliando e observe o que acontece. Quem não consegue responder onde sua marca é mencionada nos principais mecanismos de IA, quais são as lacunas e o que precisa ser corrigido dificilmente está pronto para assumir o projeto. É exatamente isso que fazemos no diagnóstico GEO de 30 minutos: verificamos sua visibilidade, apontamos as principais lacunas e preparamos você para entrevistar qualquer agência com as perguntas certas. Se quiser estabelecer seu ponto de partida, agende um diagnóstico GEO.



